Cientistas do Virginia Tech Carilion Research Institute em colaboração com a Wake Forest School of Medicine começaram a desvendar como a serotonina age, com base em dados recolhidos numa experiência inédita que utilizou sondas electroquímicas implantadas no cérebro de seres humanos em estado consciente.

O neurotransmissor serotonina está associado ao humor e ajuda a moldar as decisões que tomamos.

Os registos foram recolhidos durante uma cirurgia cerebral, enquanto os pacientes jogavam um jogo de azar, antes de receberem a estimulação cerebral da recompensa, como um tratamento para tentar aliviar os sintomas da doença de Parkinson.

A pesquisa fornece os primeiros registos de flutuações simultâneas de sub-segundos de dopamina e serotonina durante a tomada de decisão num ser humano em estado consciente. A análise fornece uma nova compreensão do papel da serotonina na regulação da escolha humana e como ela opera ao lado da dopamina, um neurotransmissor há muito associado à recompensa e ao seu reforço.

"Esta é a primeira evidência clara, em qualquer espécie, de que o sistema serotonérgico actua como um adversário à sinalização da dopamina", disse Read Montague, director do Laboratório de Neuro Imagem Humana VTCRI e da Unidade de Psiquiatria Computacional VTCRI e autor Sénior do estudo. "Quando uma pessoa não esperava um resultado positivo no jogo e obtinha-o, verificou-se a subida de dopamina e a diminuição da

serotonina."

Actualmente este trabalho está a ser desenvolvido com grupos maiores de pacientes e em ambientes cada vez mais realistas.

 

Na experiência os participantes jogaram um jogo de azar e, neste contexto, a serotonina parece agir como um sinal de precaução para evitar que os participantes reajam exageradamente a um resultado. Como o neurotransmissor está ligado a distúrbios neuropsiquiátricos prevalecentes, incluindo a depressão, os pesquisadores pretendem descobrir como é que o químico auxilia os seres humanos no desenvolvimento de acções adaptativas.

"Descobrimos que a serotonina é altamente activa na parte do cérebro que nos ajuda a navegar por maus resultados garantindo que não reagimos de forma exagerada aos mesmos", disse Rosalyn Moran, pertencente ao Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência no King's College London. Moran diz ainda que "A serotonina aqui age de forma a lembrar a prestar atenção e a aprender com as coisas más, e a promover comportamentos de procura de menos risco. Quando há um desequilíbrio de serotonina, podemos esconder-nos num canto ou correr em direcção ao fogo, quando o que deveríamos realmente fazer era alguma coisa entre estas duas situações."

Os pesquisadores referem-se a este tipo de comportamento como "mantenha a calma e continue". A serotonina parece temperar a excitação sobre os resultados positivos, ao mesmo tempo que ameniza a potencial decepção sobre resultados negativos. Este processo pode não funcionar quando os níveis dos neurotransmissores não estão em equilíbrio.

De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental, mais de 10 milhões de adultos nos Estados Unidos sofreram pelo menos um episódio depressão agravada. Cerca de metade destas pessoas tomam antidepressivos, que são inibidores selectivos da recaptação da serotonina. As drogas são projectadas para manter a serotonina em níveis elevados no cérebro, limitando a sua reabsorção.

"As pessoas tomam drogas para manipular a serotonina quando têm níveis tão baixos que não podem trabalhar ou podem até ter uma ameaça suicida", disse Montague, observando que, antes do trabalho efectuado pela sua equipa, a melhor medida para a serotonina era a tomografia por emissão de pósitrões. (PET), que mede um ponto a cada dois minutos.

Mantém a calma e continua!

 

Cientistas fazem as primeiras medições de serotonina em humanos.

"Agora, podemos medir um ponto a cada 100 milésimos de segundo. É um jogo completamente diferente quer em termos tempos de análise quer nas implicações para a compreensão do comportamento humano".

Tradução livre e adaptada do artigo feita por Sara Ribeiro:

https://medicalxpress.com/news/2018-04-calm-scientists-serotonin-humans.html?fbclid=IwAR23RMj5K3GGjpA0smReUmXnI47bnyd6qMu9WbsyJZYD6u4Z1nxGRkPszlk

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