Testemunhos
Na AIE fazemos com que valha a pela!
TOCAMOS ALMAS, TOCAMOS CORAÇÕES.  

Major General Raul Luís Cunha

“Tenaz e cortês, detentor de um sólido acervo moral, denotando uma permanente disponibilidade e demonstrando elevados dotes de carácter, sentido de Camaradagem e Espírito de Corpo, cativou sempre de forma inequívoca a atenção e o respeito dos seus pares bem como de inferiores e superiores hierárquicos, impondo-se à consideração pública pela permanente demonstração das suas excelentes qualidades humanas e militares. De facto, pelo anteriormente exposto, PEDRO TINOCO FARIA afirmou-se como um Oficial de excepção, tendo durante a sua notável carreira militar contribuído inegavelmente em honra e lustre para o Exército Português”

O meu testemunho pessoal relativo a PEDRO TINOCO FARIA em que se relevam as suas excepcionais qualidades e virtudes, a sua elevada competência profissional, a extrema lealdade e espírito de missão que evidenciou sempre que exerceu funções sob o meu comando e direcção e mesmo como camarada a frequentar em simultâneo um curso de qualificação.

Como Comandante da Companhia de Comandos 121 do Batalhão de Comandos 12 salienta-se a forma extraordinariamente exigente mas profundamente humanista como geriu um conjunto de homens aos quais diariamente incutia princípios de auto-exigência e auto-crítica com o intuito de os formar militarmente mas sobretudo de forjar o seu carácter em sólidos valores morais. A minudência com que preparava cada missão que lhe era cometida eram o prenúncio credível da obtenção de resultados assinaláveis, sem contudo nunca se deixar seduzir pelo poder inebriante do sucesso, transformando-o antes em acicate para a extrapolação de limites de proficiência já de si elevados. Da sua sublime acção de comando, merecem especial saliência, um conjunto de tarefas operacionais em que procurou introduzir uma nova mentalidade nos seus subordinados e que sempre tiveram como centro de gravidade a convergência de esforços no sentido do cumprimento integral da missão.

Durante a frequência do Curso de Paraquedismo Militar, dado ser possuidor de um elevado espírito de sacrifício, grande dinamismo, frontalidade e extraordinário desempenho e abnegação, pautou sempre a sua actuação pela coerência, bom senso, sentido do dever e determinação, evidenciando uma permanente preocupação com todos os seus camaradas de Curso, facilitando de um modo notável, com a sua ajuda, a obtenção de um assinalável sucesso pela grande maioria dos instruendos.

Sendo-lhe inerentes relevantes qualidades pessoais, consubstanciadas numa notável capacidade de planeamento, organização, direcção e controlo, iniciou a meu convite em 2001 a complexa, mas simultaneamente ilustre, tarefa de coordenar todos os aspectos relativos ao dia-a-dia do Regimento de Infantaria 15, como seu Oficial de Operações. Sempre que foi chamado a emitir o seu parecer, na qualidade de conselheiro do Comandante do Regimento sobre assuntos do seu quotidiano, fê-lo sempre de uma forma honesta e franca sem outro móbil que não o da defesa intransigente do seu Regimento e de todos os que nele cumpriam diariamente Portugal, proporcionando um discreto resguardo interno ao Comandante do RI 15.

As suas acções não se confinaram ao nível interno do Exército, tendo mais uma vez e a meu convite integrado os quadros do “Joint Analysis and Lessons Learned Center” da NATO, onde o seu extraordinário desempenho, revelado no âmbito técnico-profissional, foi responsável pela perfeita e eficaz obtenção de valiosíssimos dados para a formulação de novas doutrinas de emprego de tropas, nomeadamente no dificílimo Teatro de Operações do Afeganistão onde, nunca regateando esforços e mau grado os riscos que estavam envolvidos, evidenciou uma permanente disponibilidade para a resolução dos problemas que se lhe depararam.

 

Major General José Carlos Antunes Calçada

“Conheci o Pedro Tinoco em condições difíceis…e senti uma enorme honra em o ter comandado! Nunca virando a cara à luta, sabendo sempre enfrentar as adversidades com um sorriso nos lábios e um brilho nos olhos, constituiu-se um elemento fundamental para o cumprimento da Missão da Unidade do Exército a que ambos pertencíamos!”

O Pedro Tinoco soube ser um Soldado de Portugal! Daqueles que são capazes de sonhar e têm a coragem de lutar para concretizar os sonhos! Por isso, dele nunca me esquecerei e com ele serviria de novo em qualquer lugar e em qualquer circunstância!

Coronel João Marquilhas

“Uma boa liderança é feita de histórias, de episódios que ficam guardados nas memórias dos que os presenciaram, para serem repetidos e transmitidos, como testemunho e exemplo. Tentarei aqui revelar as qualidades humanas do Pedro Tinoco Faria precisamente através de uma dessas histórias: um pequeno (grande) episódio que se passou no Verão de 2000, quando o Pedro era 2º Comandante do 2º Batalhão de Paraquedistas (2BIPara)." Estava o 2BIPara em preparação para a Missão das Nações Unidas de Estabilização em Timor Leste, num período muito particular da preparação para a Independência daquela jovem Nação.

 

Poucos meses se haviam passado desde os massacres e a destruição levados a cabo pelas Milícias Pró-Indonésia, que se seguiram ao referendo cujos resultados ditaram a vontade de independência. O tema Timor-Leste estava então na primeira ordem de interesses da opinião pública internacional e nacional.Nesta quadra política, o presidente dos Estados Unidos da América, Bill Clinton, que se encontrava em visita oficial a alguns países europeus, informou o governo português que gostaria de dirigir algumas palavras às tropas portuguesas que seguiriam para Timor dentro de semanas. Nesse sentido, organizou-se tudo para que o batalhão que prestaria as honras militares protocolares numa Guarda de Honra em Frente a Torre de Belém, fosse o 2BIPara.

 

Eu, enquanto Comandante do 2BIPara, estava na altura em reconhecimento a Timor, com alguns oficiais do Estado-maior do Batalhão. Assim, coube ao Major Tinoco comandar o 2BIPara na cerimónia em Belém. Depois da viagem da Base de São Jacinto até Lisboa e quando se preparava para mandar formar o batalhão, é informado por um oficial de ligação para a cerimónia que os serviços secretos do presidente dos Estados Unidos queriam passar revista a todos os Militares do batalhão e respectivas armas, e que este era um procedimento de segurança, habitual dos últimos anos. O Major Tinoco avisou de imediato o oficial de ligação que tal não aconteceria de modo algum, que ninguém passava revista aos seus homens a não ser ele e que era ele o único responsável pelos seus homens. O oficial de ligação ficou bastante preocupado e disse que tal não podia acontecer e que teria de informar o General português da Casa Militar do Presidente da República a respeito dessa decisão.

 

O General em causa, depois de informado, chamou o Major Tinoco à sua presença, onde este o informou, ponderadamente, que pelos seus homens era ele o responsável e que não autorizava que ninguém passasse revista ao seu armamento, a não ser ele. O general em causa ficou irritadíssimo e disse que tal não podia acontecer. O Major Tinoco transmitiu, serena e educadamente, ao oficial General em causa que se tal não podia acontecer, então ordenaria que o pessoal voltasse para as viaturas e regressasse a São Jacinto, não fazendo assim a guarda de honra. Algo que não poderia, de modo algum, acontecer. Depois de um longo compasso de espera durante o qual o Major Tinoco se manteve firme na sua decisão, ciente embora de que estava a arriscar bastante, uma vez que estava a desobedecer a uma ordem directa, permaneceu plenamente convicto de que ele é que estava a agir correctamente e de acordo com todos os princípios que se aprendem nos bancos da Academia Militar e que sempre pautaram a sua conduta no comando de homens ao longo da sua vida militar. A Guarda de Honra realizou-se sem que ninguém passasse revista ao 2BIPara.

 

O Presidente Clinton falou aos militares do batalhão e o pessoal dos serviços secretos norte-americanos ficou furioso por não ter podido cumprir aquele ponto do seu check-list. O mesmo se passava com o General que informou o Major Tinoco que iria proceder disciplinarmente, advertindo-o para que se preparasse, pois já não iria com o 2BIPara para Timor. Como seria expectável, uma grande quantidade de jornalistas encontrava-se no local, para cobrir a cerimónia. Alguns destes aperceberam-se do sucedido, até porque depois da recusa do Major Tinoco, os militares da banda do Exército foram totalmente revistados.A cabou por nada acontecer ao Major Pedro Tinoco porque no dia seguinte, num jornal nacional de grande tiragem, Miguel Sousa Tavares escreve um elogio à coragem do oficial português que, contra tudo e contra todos, fez frente aos serviços secretos norte-americanos, impedindo-os de fazerem algo que seria uma humilhação para os militares portugueses.

 

O Major Pedro Tinoco Faria continuou como 2º Comandante do 2BIPara tendo, ao longo de toda a Missão em Timor, demonstrado o seu excepcional carácter, a sua coragem perante as dificuldades, a sua camaradagem e, acima de tudo, a sua capacidade de liderança.

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